Foto de Ana Paula Martins
Ana Paula Martins

Formada em Publicidade e Propaganda; MBA Marketing Branding e Growth

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Como R$ 2.575 geraram R$ 208 mil em faturamento no ramo de embalagens

Quando o B2B é bem estruturado, o digital vira previsibilidade.

No ramo de embalagens, vender não é sobre impulsionar um post bonito. É sobre gerar orçamento com intenção, conduzir o lead com processo e transformar demanda em contrato. Em mercados industriais, onde a compra costuma envolver comparação, volume, prazo e logística, o que separa uma campanha comum de um resultado expressivo é a estrutura por trás do tráfego.

Este case real mostra isso com clareza.

Em março de 2025, um cliente do setor de embalagens investiu em um mês R$ 2.575,71 em anúncios e alcançou R$ 208.622,44 em faturamento, com ROAS de 81x. O número chama atenção, mas o que realmente importa é entender por que ele aconteceu e como você pode aplicar a mesma lógica no seu negócio.

O contexto B2B: embalagens não vendem no clique, vendem no processo

Diferente de vendas B2C, onde a decisão pode ser imediata, o B2B de embalagens costuma seguir uma jornada mais racional. O cliente precisa avaliar:

  • especificação do produto (material, resistência, tamanho, aplicação)
  • volumes e recorrência
  • prazo de entrega e capacidade de produção
  • condições comerciais
  • confiança no fornecedor

Por isso, o tráfego pago funciona muito bem neste setor, desde que ele não seja tratado como uma ação isolada. O anúncio abre a porta. Quem fecha a venda é o funil.

O funil completo do case e o que as taxas significam

Vamos ao que interessa: os números do funil.

  • Leads: 1.051
  • Qualificações: 436
  • Orçamentos: 293
  • Vendas: 39

Aqui já existe uma diferença importante em relação ao “tráfego comum”: o resultado não foi medido apenas por cliques ou mensagens. Foi medido por etapas do processo comercial.

Agora vamos olhar o que essas taxas dizem:

Taxa de conversão para qualificação: 41%

Isso significa que praticamente 4 em cada 10 leads que entraram apresentaram perfil e intenção suficientes para serem qualificados.

Em B2B, isso é um ótimo sinal de que o tráfego trouxe mais do que curiosidade. Trouxe demanda com potencial real.

Taxa de qualificação para orçamento: 67%

Esta taxa mostra que, quando o lead certo chega, existe condução. O atendimento faz o lead avançar para uma proposta.

Empresas que travam aqui geralmente têm um problema de processo: demora para responder, dificuldade de levantar informações, falta de roteiro ou falta de clareza de oferta.

Taxa de orçamento para venda: 13%

Esta é a etapa onde muitas empresas de embalagens perdem dinheiro sem perceber. O orçamento é enviado e o lead some.

No caso deste funil, 13% de fechamento em cima de orçamento representa um resultado consistente para B2B, especialmente quando a operação está gerando volume e mantendo ROAS alto.

Conversão total (lead para venda): 3,71%

Em B2B, conversão total não costuma ser alta, porque a jornada é mais longa e existe filtragem natural. O que importa é que o funil seja saudável e previsível.

O número final reforça o ponto central do case: não é sobre quantidade, é sobre condução.

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Por que CPL baixo não é vitória sozinho

O custo por lead desse case foi extremamente competitivo: R$ 2,45.

Mas existe um alerta que vale para qualquer indústria: lead barato não garante lucro.

Se você gera mil leads baratos, mas:

  • o comercial não consegue atender
  • a qualificação é fraca
  • o orçamento é genérico
  • não existe acompanhamento
  • o lead não tem intenção real

você só aumentou volume e desgaste. E o tráfego vira gasto.

Neste case, o CPL foi uma consequência de uma estratégia bem ajustada. A eficiência foi sustentada por qualidade no funil.

O que sustentou o resultado: do anúncio ao follow-up

Para que um ROAS de 81x aconteça no ramo de embalagens, a campanha precisa operar como um sistema. Os pilares foram os seguintes.

Segmentação com foco em intenção

No B2B, a segmentação precisa reduzir curiosos e aumentar a intenção. Isso envolve geografia, interesses, comportamento e linguagem do anúncio, principalmente a forma como você se apresenta.

O que funciona bem para a indústria normalmente é: clareza, especificidade e profissionalismo. A campanha não tenta agradar todo mundo. Ela fala com quem compra.

Qualificação para proteger o comercial

A maior diferença entre tráfego que “gera lead” e tráfego que “gera faturamento” está na qualificação.

Qualificar é filtrar. É entender:

  • o que o cliente precisa
  • volume e recorrência
  • prazo
  • aplicação
  • nível de urgência

Isso evita que o vendedor trate cotação como oportunidade e concentra o tempo da equipe onde existe chance de contrato.

Cadência de atendimento e follow-up

No ramo de embalagens, muitos pedidos de orçamento são comparativos. O cliente cotou com três fornecedores e vai decidir com base em confiança, prazo, clareza e atendimento.

Sem follow-up, você perde. Com follow-up organizado, você fecha.

A cadência não precisa ser invasiva, mas precisa existir. Atendimento não é só responder, é conduzir.

Otimização com base em taxas, não em achismo

O que sustenta o resultado no tráfego pago industrial é olhar o funil semana a semana. Não apenas ver “se o anúncio está entregando”, mas analisar:

  • o que está melhorando qualificação
  • quais anúncios geram orçamento com mais intenção
  • onde o lead trava e por quê

Quando você trabalha com taxa por etapa, o orçamento deixa de ser aposta.

5 aprendizados para empresas de embalagens aplicarem no próximo mês

  1. Tráfego pago funciona melhor quando o funil está claro.
    Sem funil, você mede clique. Com funil, você mede venda.
  2. CPL bom é aquele que vira orçamento com intenção.
    Lead barato que não qualifica vira custo invisível.
  3. Qualificação é parte do marketing industrial.
    Ela protege o comercial e melhora conversão.
  4. Orçamento precisa ser conduzido, não apenas enviado.
    No B2B, confiança e atendimento pesam muito.
  5. Otimização deve olhar o caminho completo.
    Você não melhora venda mexendo apenas no anúncio. Você melhora a venda ajustando o funil.

Quer entender se seu funil está saudável?

Se sua empresa já faz anúncios, mas não enxerga esse tipo de previsibilidade, o problema pode não estar no tráfego, mas na estrutura comercial e na forma como o funil está sendo operado.

Na Feel, nós trabalhamos com marketing industrial orientado a processo: tráfego pago com qualificação, condução e otimização por etapa.

Quer um diagnóstico do seu funil e um plano de campanha para sua indústria?
Fale com nosso time e descubra onde estão os gargalos e o que pode ser ajustado para transformar tráfego em faturamento.